quarta-feira, 23 de abril de 2008

Não me julgue, assim pode ser você.

Sua sensação é totalmente inexplicável, é como se você fosse invisível, mas ao mesmo tempo parece que todos estão te vendo e falando de você.
O mundo parece andar em câmara lenta, mas o tempo voa como o vento. Tudo está dormindo, é como se fosse um robô. Mas a sensibilidade aumenta e tudo é motivo para rir ou chorar.
No começo é uma festa, a vontade é de sair pulando ou saltando como uma bola, ou de dançar sem parar, para que essa energia e êxtase não acabem nunca.
Depois vem a depressão, uma vontade enorme de ficar só num canto, sem falar, sem mexer. Como um feto no ventre de sua mãe.
Depois a pergunta Por quê? Porque tudo isso? Essa vida é de verdade? Vale à pena tudo isso? Nós temos mais sentimentos que podemos suportar.
A tarde, sente-se bem, com certa segurança e a noite a vontade de sair gritando ou de ser abraçado carinhosamente te ataca de um ponto de vista que você fica parado e não faz nada, nem briga nem ama.
Somos filhos do criador, amamos ser amados. Mas parece ser tão difícil ser amado.
Seria o amor uma fantasia criada na cabeça dos românticos? Ou uma ilusão vivida no coração dos apaixonados? Uma pessoa “normal” poderá algum dia amar verdadeiramente? Ou apenas será privilégio de alguns poucos felizardos.
Loucura é viver.
Tentar entender a vida é loucura. E querer que outro alguém te entenda também.
Existe em você um cidadão e um louco.
O cidadão trabalha, consome paga conta, quer viver bem e com segurança.
E o louco quer curtir tudo, pensar e fazer, amar e se entregar.
Estes dois seres estão dentro de uma gaveta. A gaveta do cidadão vive aberta. E a do louco está fechada com uma chave, precisa encontrar a chave e abrir seu eu liberal e emocional.
É preciso esperar.
“Á tempo pra tudo”, já disse alguém. Sempre o tempo, ele está em todo lugar, te seguindo, bloqueando sua passagem dizendo sempre PARE.
Ele não se importa com o que sentimos, se está legal ou ruim, ele simplesmente passa, acaba, esgota. dando lugar para outro tempo, e assim sucessivamente. Até percebermos que estamos aqui para andar junto com ele, nem na frente, nem atrás. Devemos andar juntos, pois só assim conseguiremos equilibrar nossos pensamentos, nossas ações.
Assim pode ser você.

Um comentário:

Sarah Peres disse...

Perfeito...

A melhor parte de nossa vida... as loucuras... quando conseguimos... é nesse momento que somos verdadeiros... Mas infelizmente não podemos viver somente na loucura, afinal “ninguém vive só de amor” então precisamos nos controlar... e essa contradição é de matar, até porque controlar a loucura é mais loucura ainda... rsrsrsrs...