Longe de mim, pensar em descrever aqui a dor da família.
Leia-se aqui - pai, mãe, avós e todos aqueles que de fato conhecia ou não, a querida e inocente criança chamada Isabella.
Aliás, quem somos nós para falar sobre tais fatos e conseqüências.
Policiais? Investigadores? Promotores? Juizes? Não, somos cidadãos.
E mais, cidadãos comuns. Por isso sofremos tanto.
Ficamos “chocados”. Esta é a palavra de ordem. Pelo menos, é que mais ouço.
Por que demandamos tanto, estas idéias que nos rondam todos os dias, somente em dias de dor. De sofrimento. De apelo. De julgamento. De sentença.
Acredito, que seja pelos mesmos motivos da nossa oferta de culpa.
Temos culpa de mais.
Leia-se aqui - pai, mãe, avós e todos aqueles que de fato conhecia ou não, a querida e inocente criança chamada Isabella.
Aliás, quem somos nós para falar sobre tais fatos e conseqüências.
Policiais? Investigadores? Promotores? Juizes? Não, somos cidadãos.
E mais, cidadãos comuns. Por isso sofremos tanto.
Ficamos “chocados”. Esta é a palavra de ordem. Pelo menos, é que mais ouço.
Por que demandamos tanto, estas idéias que nos rondam todos os dias, somente em dias de dor. De sofrimento. De apelo. De julgamento. De sentença.
Acredito, que seja pelos mesmos motivos da nossa oferta de culpa.
Temos culpa de mais.
Somos culpados pela morte, da até então “desconhecida” Isabella.
Somos culpados, pela possível ruína desta família.
Pela desordem. Por sua falta de equilíbrio.
Demandamos idéias, ofertamos rumores. Sobra desequilíbrio. Deles e de nos mesmos.
Estamos diante de uma equação simples de economia básica - demanda e oferta de qualquer coisa, com um esperado equilíbrio.
Contudo, a equação pode até ser simples.
Porém, não suas variáveis. Estas não são triviais. Não mesmo.
Falamos aqui de ódio, vingança, amor, ira, maldade. De tudo que nos preenche todos os dias.
De tudo, que não entendemos bem, nem quando conosco acontece.
Imagine com outros. Com os demais.
Portanto, seria prudente não pensarmos nisso.
Somos culpados, pela possível ruína desta família.
Pela desordem. Por sua falta de equilíbrio.
Demandamos idéias, ofertamos rumores. Sobra desequilíbrio. Deles e de nos mesmos.
Estamos diante de uma equação simples de economia básica - demanda e oferta de qualquer coisa, com um esperado equilíbrio.
Contudo, a equação pode até ser simples.
Porém, não suas variáveis. Estas não são triviais. Não mesmo.
Falamos aqui de ódio, vingança, amor, ira, maldade. De tudo que nos preenche todos os dias.
De tudo, que não entendemos bem, nem quando conosco acontece.
Imagine com outros. Com os demais.
Portanto, seria prudente não pensarmos nisso.
Pelo menos, não apenas quando olhamos, ou ainda, lembramos.
Da janela.
Da janela da pequena Isabella.
Da janela.
Da janela da pequena Isabella.
3 comentários:
Nêgo, não sei se já havia te dito, mas acredito que vc seja uma pessoa daquelas com característica de personalidade aflorada - neste caso, um cara de opinião.
Dentre tantas outras coisas, a palavra MEDO sempre soou irônica ao sair da sua boca. E agora toma ares de seriedade. Escreve faz bem, é terapêutico, mas pode ser polêmico tb.
Perfeito né???
Continue nessa, e eu serei sua leitora assídua! ;)
Beijos!
Nesse momento de tanto desencanto e desalento, fazer uma observação como essa, é muito gratificante - pra quem tem princípios -, princícios morais e éticos que foram solidificados com aditivos da bondade e do bom senso.
Bom saber que ainda existem pessoas que se emportam com a dor do próximo, e com a opinião pública em relação a fatos que parecem externos ao nosso enteresse, mas que na hora da dor, eles se tornam tão nossos quanto o são para quem convive com eles
Valeu!!!!!!
Olha, saiba que eu considero vc um tanto louco, porém sadio, ainda assim, considero o seu comentário sobre o caso da menina Isabella um exemplo de quanto as pessoas podem ser exteriores e ao mesmo tempo, estarem ligadas à dor e ao sofrimento alheios. O bom nisso tudo, é que seus comentários fazem-nos pensar e pesar nosso potencial humano; potencial de ser bom, de ser ruim. Potencial de ser solidário... de sentir a dor que muitos parecem não sentir, pois demontram frieza e rechaço mum momento em que a "ordem", deveria ser a equalização do bom senso e da preparação pra ser humanos mais sensíves.
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