terça-feira, 22 de abril de 2008

Tem alguém com medo ai?

Curioso como temos medo. Aliás, em excesso.
Não que o medo seja uma sensação dispensável. Pelo contrário. Preserva-nos.
Dá-nos o “tempo” que precisamos para saber quando podemos ou não fazer algo, ou ainda, alguma coisa. Guias-nos em “mundos” a serem descobertos.
Bem, fica claro aqui que todos temos medo. Também tenho!
Contudo, falo aqui dos medos estruturais, e de alguns outros conjunturais criados ao prazer é sorte do dia. Recriados para eternizar a própria essência do medo. Essência esta, que não nos trás nada de novo. Nenhum benefício ou clareza. Pelo contrário, apenas mais medo.
Veja por exemplo, a violência. Qualquer violência. O medo, não é representado pelo conhecimento da mesma, e sim pelo aumento do próprio medo. Volto a mencionar. Não que a violência inexista. Mais, porque fazê-la em mais medo.
Bem, voltamos aqui à idéia original, se é que ela existe. Tivemos medo, já para nascer. Acredita-se que temos, uma falsa ou errônea idéia que não teríamos vida após o parto. Neste caso, tivemos medo? Bem, mais não sabíamos o que era ainda o medo. Pelo menos, crê-se nisso. E mais, não sabemos se existe vida após a morte. Pelo menos, no campo espiritual, caso exista é claro. Para aqueles que assim imaginam.
Quando nascemos, Ufa! Não adianta, agora temos medo de viver. Não de viver, mais de não sobreviver. Vivermos sobre a vida. Temos medo. Muito medo.
É claro que isso não é ao acaso, ou ainda, por descaso. Não vem do nada. Não nasce apenas do próprio medo. Que sequer sabemos que sentimos de fato. Ou sentimos, e não sabemos de fato o que é.
Menciona-se que, ele apareça de muitos dos que nos cercam, de nos mesmos. Por ideologias, por mediocridade, por superioridade, por indiferença. Pelas causas e pelas conseqüências. Por muitos motivos e crenças. Bem, não interessa. Apenas sabemos que vivemos com medo. Pode ser que você não seja assim. Tomara que não, mais acredite, a maioria é.
Temos medo de não: crescer, termos amigos, colegas, família. Emprego, salário, renda e tudo mais que socialmente podemos ter e ser. Afinal, temos que ter e ser. Tudo, e sem medo. Tudo, até que “tudo bem”, mais sem medo. Aí e pedir demais.
Vamos imaginar os motivos, ou ainda, especular sobre eles. Afinal, somos frutos do medo. Da falta dele e da presença dele. Somos a soma e a diferença de todos os medos. Multiplicamos e dividimos com todos, nossos medos.
Bem, diante disso, quem somos?
Medo? Medo!
Não sei dizer, sequer imagino.
Porém, tenho medo de saber.

3 comentários:

Isa disse...

Concordo com este texto seu, nossa até que enfim concordo com alguma coisa que vc pensa... risos.
Parto do princípio de que o medo é algo que desconhecemos fisicamente, psicologicamente ou até mesmo traumas já vivenciados, é nada mais então, que um estado de alerta pelo receio de fazer, viver ou mesmo passar por alguma situação que pode ou não nos ter sido familiar, o que de certa forma nos deixa inseguros e temerosos até aprendermos a conviver e se adaptar ao novo ou superar experiências passadas.

Lua Lopes disse...

É perfeitamente aceitável sentirmos medo, mas é imprescindível sabermos controla-lo. O que mais assusta é o medo do NOVO... Este controla nossa impulsividade e nos mantêm presos ao chão acomodados ao que nos é comum... Nos impede de arriscar, de tentar, de superar nosso próprio destino... Nos anula diante de um futuro incerto, cheio de escolhas e de possibilidades que possam surgir... Este, realmente me dá medo!!! rsrs

Unknown disse...

Marcelo continue assim, sempre com sua determinação, afinal,o blog é uma forma que precisamos para publicar NOSSOS pensamentos sempre que sentir vontade.... E os SEUS pensamentos e opiniões me fazem refletir sobre o modo que podemos ver a vida, e refletir nela com mais sensibilidade e menos critica... continue assim, mostrando um eu que poucos conhecem, mas os verdadeiros admiram. Bjs