Em qualquer país onde o Estado funciona e é bem menor que aqui, o conceito de eficiência é diferente. Os empreendedores é que geram renda e trabalho. Lembrem-se, o Estado gera despesa e não renda. Mesmo quando dinamiza a economia, com seu efeito alcance. E geralmente, no Brasil, este mesmo oferece pouco bem-estar, ou ainda quando oferece, o faz de forma ineficiente. Pelo menos, ao cidadão comum, que não faz parte dele.
Vejam: longe de mim qualquer agressão ao Estado, muito embora, eu o considere muito ineficiente. Enorme e lento, no caso brasileiro. Ou ainda, desdenho aos servidores públicos, sejam eles, Federais, Estaduais, Municipais ou Distritais. Nada disso. Sabemos que a maioria é extremamente capacitada e pelo menos, do ponto de vista acadêmico, muito bem preparados.
Contudo, qualquer cidadão percebe a ineficiência do Estado. Já na sua concepção. Ainda na sua formação, principalmente, daqueles que compõem o Estado. Seus servidores.
Entendo que o concurso público é legitimo. Ainda mais, em um país para o qual o Governo é frágil. Muito instável, do ponto de vista político. Embora, estejamos em um Republica Federativa, em um sistema presidencialista bicameral (Câmara e Senado) e independência entre os poderes (Executivo Legislativo e Judiciário); Não daria para deixar o servidor a mercê dos políticos e suas nuances. Contudo, o mesmo fato não justifica a ineficiência do Estado e de seus servidores. Uma captação baseada no mérito unicamente eleva ainda mais, a falta de bem-estar e do bom atendimento a sociedade. Que na prática, seria o cliente do estado, quem receberia seus impostos como contrapartida, após o custeio do próprio Estado.
Vamos a um exemplo simples e prático: quando o sujeito quer ser “empreendedor”, sabe que vai ter que “ralar” muito, tem de ser competitivo, esperto, dinâmico, arrojado. Por que todo o dia terá que enfrentar o “Mercado”. Se for um “empregado” na Iniciativa Privada, idem. Nesse caso, terá de provar todos dos dias que merece seu emprego e que pode se manter na vaga, com eficiência e eficácia. Nada disso vale ao servidor público. Pelo menos, no campo prático, na teoria existem diversas leis. Não estou mentindo, ou ainda, dimensionando. É obvio que temos razoáveis exceções, contudo, não é regra aqui. Bem, no caso do “Concursado” ele toma posse. Acredite, ele se apossa do cargo pelo qual, com mérito foi aprovado. Após tal feito, esqueça-o. Ele tem imunidade, aliás, perdão. Estabilidade.
É claro, se roubar pode responder a processo administrativo, e até ser legitimamente “exonerado” do cargo pelo qual tomou posse, pelo mesmo Estado ineficiente que o contratou. Embora, este percurso seja longo e demorado. Haja corporativismo! Afinal, temos o amplo e o contraditório. É, e porque não seria assim? E falo isso com conhecimento de causa. Sirvo ao Estado também. Vale lembrar, que o conceito de servidor público, é servir a sociedade, não apenas ao Estado, como a prática nos mostra.
Mas, se o mesmo for ineficiente, lento, sem espírito competitivo, e tudo mais que em qualquer outro lugar, lhe valeria a rua. Quase sempre, nada acontece. E vocês sabem o motivo? O sujeito tem imunidade. Perdão, estabilidade! Estou sempre esquecendo (risos!).E nós, o que temos como cidadão? Neste, e em vários outros casos, quem nos protege? O próprio Estado que deixou que tal situação acontecesse. È cidadão... Este mesmo Estado, o protegerá. Você acredita? Eu não! Mais pelo menos é um sucesso ser um servidor do Estado. Um sucesso, a serviço do “Brazil”.