terça-feira, 29 de abril de 2008

Sucesso, uma inversão de valores no Brasil

É curiosa à noção de sucesso no Brasil, em particular em Brasília. Tudo bem, que estamos em uma cidade administrativa. Mais ainda assim, mensurar o sucesso do individuo por ter “estabilidade” estatal ou por ser “concursado”, é no mínimo uma aberração. E neste sentido, Brasília nos privilegia com diversos destes conceitos, que na melhor das hipóteses é surreal ao verdadeiro significado do sucesso e prosperidade, em qualquer parte do Mundo.
Em qualquer país onde o Estado funciona e é bem menor que aqui, o conceito de eficiência é diferente. Os empreendedores é que geram renda e trabalho. Lembrem-se, o Estado gera despesa e não renda. Mesmo quando dinamiza a economia, com seu efeito alcance. E geralmente, no Brasil, este mesmo oferece pouco bem-estar, ou ainda quando oferece, o faz de forma ineficiente. Pelo menos, ao cidadão comum, que não faz parte dele.
Vejam: longe de mim qualquer agressão ao Estado, muito embora, eu o considere muito ineficiente. Enorme e lento, no caso brasileiro. Ou ainda, desdenho aos servidores públicos, sejam eles, Federais, Estaduais, Municipais ou Distritais. Nada disso. Sabemos que a maioria é extremamente capacitada e pelo menos, do ponto de vista acadêmico, muito bem preparados.
Contudo, qualquer cidadão percebe a ineficiência do Estado. Já na sua concepção. Ainda na sua formação, principalmente, daqueles que compõem o Estado. Seus servidores.
Entendo que o concurso público é legitimo. Ainda mais, em um país para o qual o Governo é frágil. Muito instável, do ponto de vista político. Embora, estejamos em um Republica Federativa, em um sistema presidencialista bicameral (Câmara e Senado) e independência entre os poderes (Executivo Legislativo e Judiciário); Não daria para deixar o servidor a mercê dos políticos e suas nuances. Contudo, o mesmo fato não justifica a ineficiência do Estado e de seus servidores. Uma captação baseada no mérito unicamente eleva ainda mais, a falta de bem-estar e do bom atendimento a sociedade. Que na prática, seria o cliente do estado, quem receberia seus impostos como contrapartida, após o custeio do próprio Estado.
Vamos a um exemplo simples e prático: quando o sujeito quer ser “empreendedor”, sabe que vai ter que “ralar” muito, tem de ser competitivo, esperto, dinâmico, arrojado. Por que todo o dia terá que enfrentar o “Mercado”. Se for um “empregado” na Iniciativa Privada, idem. Nesse caso, terá de provar todos dos dias que merece seu emprego e que pode se manter na vaga, com eficiência e eficácia. Nada disso vale ao servidor público. Pelo menos, no campo prático, na teoria existem diversas leis. Não estou mentindo, ou ainda, dimensionando. É obvio que temos razoáveis exceções, contudo, não é regra aqui. Bem, no caso do “Concursado” ele toma posse. Acredite, ele se apossa do cargo pelo qual, com mérito foi aprovado. Após tal feito, esqueça-o. Ele tem imunidade, aliás, perdão. Estabilidade.
É claro, se roubar pode responder a processo administrativo, e até ser legitimamente “exonerado” do cargo pelo qual tomou posse, pelo mesmo Estado ineficiente que o contratou. Embora, este percurso seja longo e demorado. Haja corporativismo! Afinal, temos o amplo e o contraditório. É, e porque não seria assim? E falo isso com conhecimento de causa. Sirvo ao Estado também. Vale lembrar, que o conceito de servidor público, é servir a sociedade, não apenas ao Estado, como a prática nos mostra.
Mas, se o mesmo for ineficiente, lento, sem espírito competitivo, e tudo mais que em qualquer outro lugar, lhe valeria a rua. Quase sempre, nada acontece. E vocês sabem o motivo? O sujeito tem imunidade. Perdão, estabilidade! Estou sempre esquecendo (risos!).E nós, o que temos como cidadão? Neste, e em vários outros casos, quem nos protege? O próprio Estado que deixou que tal situação acontecesse. È cidadão... Este mesmo Estado, o protegerá. Você acredita? Eu não! Mais pelo menos é um sucesso ser um servidor do Estado. Um sucesso, a serviço do “Brazil”.

sábado, 26 de abril de 2008

Solidão x Isolamento

Bem, cada vez mais percebo que vivemos em transformações diversas e continuas. Alias, que bom. Afinal, seria tediosa em demasia uma vida sem tais itens e nuances.
É claro, nem sempre vivemos as mudanças que imaginávamos. Muitas vezes até totalmente contrárias e por vezes contraditórias. Mais ainda assim, vivemos e aprendemos. Não dá para imaginar a vida sem tais mutações e novidades, muito embora, tenhamos uma rotina por vês bem maçante no nosso dia-a-dia.
A mesma que nos traz experiência. E infelizmente, um enfadonho contraste entre o que gostaríamos de ser e o que somos. Normal. Nada mais comum e “rotineiro” na maioria dos casos.
Tais fatos e situações, geralmente trazem sentimentos distintos. Euforia momentânea e introspecção. Solidão e isolamento. Vale ressaltar que, tais sentimentos e situações são mais comuns e habituais que imaginamos, e acontece com freqüência na maior parte dos que nos cerca.
Ufa! Ainda bem, somos todos diferentes e ao mesmo tempo bem parecidos. No caso da solidão, normalmente vista com fato ruim, que gera desconforto e conseqüências desastrosas, pode-se reavaliar. Pode até ser, ou acontecer. Mais não é uma regra, pelo menos, na minha concepção. Vale lembrar que, assim com todos os demais sentimentos a falta e o excesso são sempre prejudiciais. Como em tudo nesta vida.
Bem, voltamos à solidão. Confesso admirar e até, atribuir à solidão um mérito especial.
Vejam - E nestes momentos que ficamos conosco. Que refletimos. Que avaliamos e percebemos se somos ou não avaliados. Que de fato nos preocupamos conosco e com a maioria que nos cerca. Neste sentido, a solidão e mais que benéfica. Porém, quando confundida e ou comparada com o isolamento, quase tudo muda.
O isolamento por sua vez, quase sempre é maléfico. Trás a tona transformações e pensamentos errôneos associados ao medo e a desistência. Geralmente, nos isolamos quando estamos tristes e deprimidos. Diferente, a meu ver, da solidão. Não são raras pessoas isoladas, mesmo quando estão no coletivo, que não estão bem consigo mesmas. É a face mais obscura de todos nos. Quando estamos isolados mesmo quando estamos com muitos, no meio da multidão. É claro que, o mesmo acontece com sujeitos solitários, no coletivo.
Em ambos, tais momentos requerem de cada um, uma reflexão dos motivos e causas. Evitando assim, conseqüências piores. Mais, ainda assim, nossa solidão é bem diferente do isolamento.
A primeira nos faz refletir e mudar. Perceber e sentir o mundo e as pessoas. A segunda pelo contrário, nos afasta e faz com que vivamos apenas nosso pequeno e limitado mundo. Diminuindo nossa sensibilidade e nos tornando frios e insensíveis.
Portanto, não reclamem dos seus momentos de solidão. Contudo, evitem ao máximo o isolamento. Para o seu próprio bem. E para todos aqueles que gostam e convivem com você.
Afinal, solidão não é isolamento.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Alunos, professores e as IES* – Parte III

Que tal pensarmos em um curso superior em Y. È verdade. Podemos imaginar um Técnico de Nível Superior de três anos. Com disciplinas pontuais. Que estejam próximas das necessidades das empresas. Com aulas nas segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras. Com pelo menos um dia, de intervalo, para exercícios práticos. Com três horas efetivas de aula. Aula de verdade.
Ou ainda um curso de seis anos, para aqueles que queiram ir para área acadêmica, para pesquisa. Também, com aulas nas segundas-feiras, quartas-feiras e sextas-feiras. Com pelo menos um dia, de intervalo, para exercícios práticos. Com três horas efetivas de aula. Aula de verdade.
Bem, tanto no primeiro caso, quanto no segundo, ambos demandam assumir a deficiência do aluno, da falta de base do mesmo. Assim, mesmo que sejam necessárias sucessivas reprovações e/ou reforço, isso deve acontecer sem ser visto como um custo adicional. Assumido pelos alunos, professores e a própria IES. Talvez assim, com tempo e postura possamos ter uma formação de fato superior.
* Instituições de Ensino Superior - IES

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Alunos, professores e as IES* – Parte II

Ainda mais curiosa é a equação: Tempo x Conhecimento x Formação Superior.
É de morrer de rir. Aliás, de chorar.
Acreditem. Os alunos chegam ao curso superior "privado sem “quase” nenhuma base. Fruto é claro de um ensino público frágil. Uma jornada ridícula de ensino. Uma leitura inexistente. Uma cultura geral mínima.
Neste contexto, o aluno quer uma formação rápida. Aliás, cada vez mais rápida.
Era de cinco anos, depois quatro, posteriormente de até três anos.
E percebam que não falo aqui, dos cursos de curta duração, de dois ou até um ano.
É minha gente. Queremos nos formar, e de forma rápida.
Do lado da IES, por uma questão de ajuste de custo, o que era quatro horas-aulas, passou para três horas e meia e agora três. Isso na teoria é claro. Porque na prática, não passa de duas horas efetivas. Não que se tenha alternativa. Do ponto de vista dos custos, a IES, não tem saída. Sem isso, com certeza irão sucumbir.
Do lado do professor, não é diferente.
Este último, e de fato e a situação mais curiosa. Muito mesmo.
A imensa maioria é horista (ministra aulas apenas algumas noites, ou até mesmo todas), e isso é para muitos, um auxilio a sua renda.
Não faz parte de sua tarefa principal, muitas vezes.
E secundário preparar aula. Não que todos deixem de fazê-lo é claro.
È optativo pesquisar, se reavaliar. Ninguém incentiva. Falo aqui, da forma financeira e ou incentivos quaisquer. Nada, nada mesmo.
Neste contexto estranho e no mínimo catastrófico, temos os resultados práticos.
Na prática, por falta de base não se pode demandar muito. As turmas são heterogêneas demais.
Imagina-se que ensina. Ignora-se se aprendem.
O que fazer? Confesso não saber.
Como aluno, também de uma faculdade privada, fiz parte desse jogo.
Faço parte como professor e ex-proprietário, de uma IES.
E protagonista serei de todas as outras partes citadas, como cidadão.
Pelo menos, alguma reflexão deve se iniciar. Que seja agora, antes que seja tarde demais.

* Instituições de Ensino Superior - IES

Alunos, professores e as IES* – Parte I

Lamentável! Ainda vejo, escuto e percebo. Tem gente, que continua vendo o curso superior como extensão do ensino médio. E mais, de qualidade inferior. Com a responsabilidade associada ao Professor. A faculdade. A estrutura da IES.
Ledo engano caros alunos, seu grande amigo é o livro e sua base. O quanto você trouxe do ensino fundamental, no primeiro e segundo ciclo. Do ensino médio.
Não esqueça também, de tudo que você leu, escreveu, viu e ouviu. È verdade, este é seu grande trunfo. No mais, quase tudo é secundário.
Não que, uma boa estrutura da IES, ajude pouco. Pelo contrário. Ajuda muito.
È evidente que bons professores, sem dúvida vai bem, isso é claro. Mais no fundo, o que vale é você aluno. Você, com seus livros e sua intenção. É a base para vencer. No mais, são apenas devaneios.
* Instituições de Ensino Superior - IES

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Brasil, Itaipú e o Paraguai - Alguém aí quer financiar meus empreendimentos?

Muito curioso, veja tal situação:

Você não tem dinheiro para fazer um Empreendimento.
Quer construí-lo e viver de renda.
Aliás, para não dizer que não tem nada, você tem parte de um “terreno”, que não te pertence na totalidade. Metade dele é do vizinho.
Pensa e chega à conclusão!
Vou me associar ao “vizinho”.
Mais eu não tenho dinheiro? Não tem nada não!
Ele “o vizinho” vai me emprestar.
O mais legal de tudo, com riscos no nome dele, “do vizinho”.
E mais ainda, vou pagá-lo com o valor do aluguel que ganharei após a construção do nosso empreendimento, feito com o dinheiro do meu vizinho, é claro!
Nossa! Que mundo ideal, maravilhoso.
È verdade, isso aconteceu.
Sabe quem teve essa chance em 1970? O Paraguai!
E sabe com quem? Com o Brasil!
Sabe para fazer o que? Itaipú!
É minha gente, agora que o empreendimento já está pronto. Aliás, há muito tempo.
E que já recebe pelo aluguel, e com “ele” paga sua conta, subsidiada pelo Brasil.
Então, devemos renegociar. Embora, o contrato tenha vigência de 50 anos.
Lembrem-se, o valor foi emprestado pelo “Tesouro Nacional”, do Brasil. Ou seja, por todos nós.
Que tal revermos nossas dívidas, diz o Paraguai.
Afinal, acho que vocês me devem mais. Contrato e tratado, isso vale de que?
Afinal, temos um novo governo, para variar de “esquerda” populista.
Sendo assim, até eu quero!
Alguém aí quer financiar meus empreendimentos?
Não pago nada. Recebo pelo que você me emprestou, e acima de tudo, quero rever meus direitos. Afinal, não quero se amigo dos imperialistas.
Ah Brasil, como você me fascina!
E a gente, que conhecia apenas a Feira do Paraguai!
Risos!

Não me julgue, assim pode ser você.

Sua sensação é totalmente inexplicável, é como se você fosse invisível, mas ao mesmo tempo parece que todos estão te vendo e falando de você.
O mundo parece andar em câmara lenta, mas o tempo voa como o vento. Tudo está dormindo, é como se fosse um robô. Mas a sensibilidade aumenta e tudo é motivo para rir ou chorar.
No começo é uma festa, a vontade é de sair pulando ou saltando como uma bola, ou de dançar sem parar, para que essa energia e êxtase não acabem nunca.
Depois vem a depressão, uma vontade enorme de ficar só num canto, sem falar, sem mexer. Como um feto no ventre de sua mãe.
Depois a pergunta Por quê? Porque tudo isso? Essa vida é de verdade? Vale à pena tudo isso? Nós temos mais sentimentos que podemos suportar.
A tarde, sente-se bem, com certa segurança e a noite a vontade de sair gritando ou de ser abraçado carinhosamente te ataca de um ponto de vista que você fica parado e não faz nada, nem briga nem ama.
Somos filhos do criador, amamos ser amados. Mas parece ser tão difícil ser amado.
Seria o amor uma fantasia criada na cabeça dos românticos? Ou uma ilusão vivida no coração dos apaixonados? Uma pessoa “normal” poderá algum dia amar verdadeiramente? Ou apenas será privilégio de alguns poucos felizardos.
Loucura é viver.
Tentar entender a vida é loucura. E querer que outro alguém te entenda também.
Existe em você um cidadão e um louco.
O cidadão trabalha, consome paga conta, quer viver bem e com segurança.
E o louco quer curtir tudo, pensar e fazer, amar e se entregar.
Estes dois seres estão dentro de uma gaveta. A gaveta do cidadão vive aberta. E a do louco está fechada com uma chave, precisa encontrar a chave e abrir seu eu liberal e emocional.
É preciso esperar.
“Á tempo pra tudo”, já disse alguém. Sempre o tempo, ele está em todo lugar, te seguindo, bloqueando sua passagem dizendo sempre PARE.
Ele não se importa com o que sentimos, se está legal ou ruim, ele simplesmente passa, acaba, esgota. dando lugar para outro tempo, e assim sucessivamente. Até percebermos que estamos aqui para andar junto com ele, nem na frente, nem atrás. Devemos andar juntos, pois só assim conseguiremos equilibrar nossos pensamentos, nossas ações.
Assim pode ser você.

terça-feira, 22 de abril de 2008

O Caso Isabella

Longe de mim, pensar em descrever aqui a dor da família.
Leia-se aqui - pai, mãe, avós e todos aqueles que de fato conhecia ou não, a querida e inocente criança chamada Isabella.
Aliás, quem somos nós para falar sobre tais fatos e conseqüências.
Policiais? Investigadores? Promotores? Juizes? Não, somos cidadãos.
E mais, cidadãos comuns. Por isso sofremos tanto.
Ficamos “chocados”. Esta é a palavra de ordem. Pelo menos, é que mais ouço.
Por que demandamos tanto, estas idéias que nos rondam todos os dias, somente em dias de dor. De sofrimento. De apelo. De julgamento. De sentença.
Acredito, que seja pelos mesmos motivos da nossa oferta de culpa.
Temos culpa de mais.
Somos culpados pela morte, da até então “desconhecida” Isabella.
Somos culpados, pela possível ruína desta família.
Pela desordem. Por sua falta de equilíbrio.
Demandamos idéias, ofertamos rumores. Sobra desequilíbrio. Deles e de nos mesmos.
Estamos diante de uma equação simples de economia básica - demanda e oferta de qualquer coisa, com um esperado equilíbrio.
Contudo, a equação pode até ser simples.
Porém, não suas variáveis. Estas não são triviais. Não mesmo.
Falamos aqui de ódio, vingança, amor, ira, maldade. De tudo que nos preenche todos os dias.
De tudo, que não entendemos bem, nem quando conosco acontece.
Imagine com outros. Com os demais.
Portanto, seria prudente não pensarmos nisso.
Pelo menos, não apenas quando olhamos, ou ainda, lembramos.
Da janela.
Da janela da pequena Isabella.

Tem alguém com medo ai?

Curioso como temos medo. Aliás, em excesso.
Não que o medo seja uma sensação dispensável. Pelo contrário. Preserva-nos.
Dá-nos o “tempo” que precisamos para saber quando podemos ou não fazer algo, ou ainda, alguma coisa. Guias-nos em “mundos” a serem descobertos.
Bem, fica claro aqui que todos temos medo. Também tenho!
Contudo, falo aqui dos medos estruturais, e de alguns outros conjunturais criados ao prazer é sorte do dia. Recriados para eternizar a própria essência do medo. Essência esta, que não nos trás nada de novo. Nenhum benefício ou clareza. Pelo contrário, apenas mais medo.
Veja por exemplo, a violência. Qualquer violência. O medo, não é representado pelo conhecimento da mesma, e sim pelo aumento do próprio medo. Volto a mencionar. Não que a violência inexista. Mais, porque fazê-la em mais medo.
Bem, voltamos aqui à idéia original, se é que ela existe. Tivemos medo, já para nascer. Acredita-se que temos, uma falsa ou errônea idéia que não teríamos vida após o parto. Neste caso, tivemos medo? Bem, mais não sabíamos o que era ainda o medo. Pelo menos, crê-se nisso. E mais, não sabemos se existe vida após a morte. Pelo menos, no campo espiritual, caso exista é claro. Para aqueles que assim imaginam.
Quando nascemos, Ufa! Não adianta, agora temos medo de viver. Não de viver, mais de não sobreviver. Vivermos sobre a vida. Temos medo. Muito medo.
É claro que isso não é ao acaso, ou ainda, por descaso. Não vem do nada. Não nasce apenas do próprio medo. Que sequer sabemos que sentimos de fato. Ou sentimos, e não sabemos de fato o que é.
Menciona-se que, ele apareça de muitos dos que nos cercam, de nos mesmos. Por ideologias, por mediocridade, por superioridade, por indiferença. Pelas causas e pelas conseqüências. Por muitos motivos e crenças. Bem, não interessa. Apenas sabemos que vivemos com medo. Pode ser que você não seja assim. Tomara que não, mais acredite, a maioria é.
Temos medo de não: crescer, termos amigos, colegas, família. Emprego, salário, renda e tudo mais que socialmente podemos ter e ser. Afinal, temos que ter e ser. Tudo, e sem medo. Tudo, até que “tudo bem”, mais sem medo. Aí e pedir demais.
Vamos imaginar os motivos, ou ainda, especular sobre eles. Afinal, somos frutos do medo. Da falta dele e da presença dele. Somos a soma e a diferença de todos os medos. Multiplicamos e dividimos com todos, nossos medos.
Bem, diante disso, quem somos?
Medo? Medo!
Não sei dizer, sequer imagino.
Porém, tenho medo de saber.