domingo, 25 de maio de 2008

Fé – Um Mistério

Mais uma vez, tento mencionar um tema difícil. Aliás, mais do que isso, dificílimo inexplicável... Essa é minha idéia de fé.
Um mistério. Uma grande e fascinante dimensão.
Bem, neste caso não falarei da fé, especificamente. E sim, de alguns dos itens, que a circundam.
Vejamos:
O que faz parte da necessidade que temos de sentir ou ter fé?
Sua inexplicável aplicação da mesma, sobre nos.
Fico espantado quando ouço comentários e julgamentos sobre a fé alheia.
Daquilo que não entendemos e não dimensionamos.
E acima de tudo, não nos pertence.
A fé é do outro, e não nossa!
Além do mais, não poderíamos mesmo. Mais ainda assim, tentamos falar com propriedade, com falsa idéia de conhecimento da fé ou ainda da falta da mesma nos demais.
Mas, diante da minha total falta de conhecimento, ou ainda, de explicação factível da minha parte, então porque falar da fé?
Sequer sou exemplo da mesma. Acreditem, não fui privilegiado com tal característica.
Pelo menos, não na dimensão que a maioria imagina que todos deveriam ter.
Então, o que me inspira falar de fato tão desconhecido.
É simples...
O desrespeito, a meu ver, ao individuo e sua fé, que frequentemente existe.
Não respeitamos, na maioria das vezes, a fé alheia.
Falta a muitos, maturidade para falar do tema.
Lembrem-se, eu disse maturidade. Isso não requer apenas conhecimento.
Faltam as pessoas propriedade para observar e dimensionar tal idéia.
É lamentável que a fé, neste caso deixou de ser uma questão pessoal.
Que minha fé, mesmo que pequena, remova montanhas.

domingo, 18 de maio de 2008

A Noção de Promessa, e os Incentivos para os Indivíduos

Vi-me a refletir sobre um assunto curioso. Até certo ponto é claro, sem qualquer desdenho, ou ainda, falta de respeito ao tema. Aliás, pelo contrário.
Estava a pensar na idéia das promessas. É isso mesmo, não achem estranho.
Porque o individuo faz uma promessa?
Aparentemente, para fazer jus a alguma coisa ou ainda, à alguém.
Bem, sejam lá quais forem os motivos. Tem como condição básica, muitos incentivos.
O curioso em tudo isso, é que a maioria das promessas estão motivadas por itens desejosos, é claro. Seria estranho que não fosse assim.
Contudo, seu pagamento. O pagamento pelo bônus alcançado, a promessa feita, está quase sempre, como havia mencionado, atrelada a um ônus.
Neste caso, é que entra a indagação fundamental, a meu ver.
Por qual motivo, e ou idéia, a promessa tem de estar correlacionada a um ônus, geralmente no seu pagamento, leia-se aqui, realização?
Imagino que, se deve a idéia de que, para conseguir algo, temos que merecer.
E tal merecimento, poderia vir pelas vias da dificuldade, da dor e do sofrimento.
Pode até ser. Na minha opinião, não.
Mais, ainda assim, não faz sentido do ponto de vista lógico.
Muito menos, do Econômico.
Vamos ao um paralelo prático:
O sujeito quer passar no vestibular. Promete então, que ao obter tal sucesso, não sairia para “lazer” durante o 1ª semestre da faculdade. Nada de diversão. Um ônus, a “benção” recebida.
Vejamos: O sujeito atrela o bônus ao um ônus, como forma de pagamento.
Estranho, porque mesmo que o ônus fosse o único caminho, uma verdade absoluta para o pagamento de tal realização. Que não é, a meu ver! Porque piorar o bem-estar?
Poderíamos melhorá-lo. Ficar melhor ainda, com o sucesso.
Poderíamos muito bem, conciliar um bônus a outro bônus. Aumentando ainda mais nossos incentivos e nossas vantagens, nosso bem-estar.
Exemplo: Prometo que ao conseguir comprar um carro novo, vou fazer tudo aquilo que não conseguiria fazer sem ele.
Por mais que, do ponto de vista emocional e religioso isso não tenha consistência. Na prática a melhoria de bem-estar è visível. Afinal, estamos prometendo melhorar ainda mais nossa situação caso nossa “benção” aconteça. Sem ônus, e com mais bônus. Melhor dos mundos é claro.
Imagino que esteja(m) indagando que tal tema têm pouca ou ainda nenhuma relevância no cotidiano. Contudo, a meu ver, representa uma mudança de paradigma.
Se olharmos do ponto de vista do bem-estar, podemos agora prometer, mediante acontecimentos meritórios, coisas que podem melhorar ainda mais nossas vidas. Sem o ônus aliado a tais promessas.
Pode ser que, fomos desenvolvidos a imaginar que, apenas conseguimos as coisas com dor e sofrimento. Com dificuldade e dureza. Como já mencionado. Isso pode até ser. Contudo, não é a única possibilidade. Pelo menos, ao fazer nossas promessas.
Da próxima vez que for fazê-las, pelo menos, para que possa aumentar seus incentivos, e bem-estar, as faça para ser ainda melhor.
Enfim, quem foi que disse que você tem de prometer coisas difíceis ou onerosas para obter uma “graça” ou ainda uma “benção”.
Você pode somá-las e não subtraí-las. Pense nisso.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Reconhecimento e Validação

O que o reconhecimento e a validação representam?
Embora digam que não tem importância, na maioria das vezes.
Que não fazemos questão de tal ação alheia.
Estamos sempre precisando de reconhecimento.
Pode ser da mãe ou do pai. Do irmão, do primo, da família como um todo.
Dos colegas e amigos. Dos mais próximos, dos distantes.
Não importa, até dos inimigos.
Gostamos e até necessitamos, às vezes, do reconhecimento.
Da validação dos nossos atos e ações.
Bem, isso não tem nada demais. È normal. É saudável.
Contudo, não se vive apenas de reconhecimento. Da Validação.
Quando isso acontece, vivemos em constante dependência. Da ancoragem alheia.
Isso é no mínimo perigoso. Para não dizer inadequado.
Quando realizamos nossos atos e os mesmos são validados. Reconhecidos de forma positiva ou não. Isto nos traz reforço, energia. Realimentação.
Porém, quando dependemos desta validação, deste reconhecimento.
Vivemos sem base. Sem propósito. Sem arbítrio.
Aliás, vivemos dependentes dos demais. Da visão alheia.
Vale dizer que, temos o direito de ir, vir e permanecer.
Estamos falando da nossa vida, não esqueçam.
Apreciem. E acima de tudo, ponham em prática.
Afinal, você é seu próprio reconhecimento.
Sua maior validação.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Vida e Perspectiva

Pensem bem!
Porque desejamos tanto saber “mais” da vida. Afinal, estamos vivendo.
Concretizando nossa existência.
Alias, não apenas a nossa, e de todos que estão conosco.
Porque então, tanta ansiedade para descobrir o que há por vir.
Se o melhor da permanência é o próprio mistério.
O mistério da vida.
Imaginem – se soubéssemos tudo, ou quase tudo.
Seria estranho, para não dizer monótono.
O saudável é o desconhecido. O que a por vir. O acontecimento.
Ainda assim, ansiosos vivemos a desvendar nossa vida.
Momentos, tentando saber o que devíamos fazer. Outros, sofrendo pelo que fizemos.
No mínimo, insensato.
Admita! O que você quer da “sua” vida.
Diga. Não para mim, claro que não. Mais para você.
Entenda sua razão de viver. Seu(s) propósito(s).
Bem, espero que você tenha um. Sei que tem.
Até porque, não acredito em vida sem propósito.
Pode ser que, não tenha reconhecido ainda o seu.
Mas, você tem. Isso tenha certeza.
Então, sabendo que pode e deve viver. Viva!
A vida é tudo isso que você ainda não sabe.
Ou que já sabe por que viveu.
Então, o que temos e podemos realizar?
O que fazer desta fascinante trajetória?
A nossa própria vida.