Vi-me a refletir sobre um assunto curioso. Até certo ponto é claro, sem qualquer desdenho, ou ainda, falta de respeito ao tema. Aliás, pelo contrário.
Estava a pensar na idéia das promessas. É isso mesmo, não achem estranho.
Porque o individuo faz uma promessa?
Aparentemente, para fazer jus a alguma coisa ou ainda, à alguém.
Bem, sejam lá quais forem os motivos. Tem como condição básica, muitos incentivos.
O curioso em tudo isso, é que a maioria das promessas estão motivadas por itens desejosos, é claro. Seria estranho que não fosse assim.
Contudo, seu pagamento. O pagamento pelo bônus alcançado, a promessa feita, está quase sempre, como havia mencionado, atrelada a um ônus.
Neste caso, é que entra a indagação fundamental, a meu ver.
Por qual motivo, e ou idéia, a promessa tem de estar correlacionada a um ônus, geralmente no seu pagamento, leia-se aqui, realização?
Imagino que, se deve a idéia de que, para conseguir algo, temos que merecer.
E tal merecimento, poderia vir pelas vias da dificuldade, da dor e do sofrimento.
Pode até ser. Na minha opinião, não.
Mais, ainda assim, não faz sentido do ponto de vista lógico.
Muito menos, do Econômico.
Vamos ao um paralelo prático:
O sujeito quer passar no vestibular. Promete então, que ao obter tal sucesso, não sairia para “lazer” durante o 1ª semestre da faculdade. Nada de diversão. Um ônus, a “benção” recebida.
Vejamos: O sujeito atrela o bônus ao um ônus, como forma de pagamento.
Estranho, porque mesmo que o ônus fosse o único caminho, uma verdade absoluta para o pagamento de tal realização. Que não é, a meu ver! Porque piorar o bem-estar?
Poderíamos melhorá-lo. Ficar melhor ainda, com o sucesso.
Poderíamos muito bem, conciliar um bônus a outro bônus. Aumentando ainda mais nossos incentivos e nossas vantagens, nosso bem-estar.
Exemplo: Prometo que ao conseguir comprar um carro novo, vou fazer tudo aquilo que não conseguiria fazer sem ele.
Por mais que, do ponto de vista emocional e religioso isso não tenha consistência. Na prática a melhoria de bem-estar è visível. Afinal, estamos prometendo melhorar ainda mais nossa situação caso nossa “benção” aconteça. Sem ônus, e com mais bônus. Melhor dos mundos é claro.
Imagino que esteja(m) indagando que tal tema têm pouca ou ainda nenhuma relevância no cotidiano. Contudo, a meu ver, representa uma mudança de paradigma.
Se olharmos do ponto de vista do bem-estar, podemos agora prometer, mediante acontecimentos meritórios, coisas que podem melhorar ainda mais nossas vidas. Sem o ônus aliado a tais promessas.
Pode ser que, fomos desenvolvidos a imaginar que, apenas conseguimos as coisas com dor e sofrimento. Com dificuldade e dureza. Como já mencionado. Isso pode até ser. Contudo, não é a única possibilidade. Pelo menos, ao fazer nossas promessas.
Da próxima vez que for fazê-las, pelo menos, para que possa aumentar seus incentivos, e bem-estar, as faça para ser ainda melhor.
Enfim, quem foi que disse que você tem de prometer coisas difíceis ou onerosas para obter uma “graça” ou ainda uma “benção”.
Você pode somá-las e não subtraí-las. Pense nisso.
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2 comentários:
Icentivo : Saudades Suas
:p T
Muito interessante.. :)
Creio que para muitos, é automático: Para merecer, é preciso sofrer.
E ao meu ver, sofrimento é essencial, é algo cuja ausência não permite a evolução do homem.
Assim disse Nietzsche:
"O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte."
Por outro lado, não vejo sentido em fazer 'promessas de sofrimento' para alcançar algo. Concordo que este não é e nem precisa ser o único caminho. Afinal, qual o objetivo? o bem-estar ou simplesmente "sofrer para não sofrer"??
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